“Ensinem-me, que eu ficarei calado; mostrem os erros que cometi. Quem
fala a verdade convence, mas a acusação de vocês não prova nada. Será que vocês
querem criticar o que eu digo, querem tratar as palavras de um homem
desesperado como se elas fossem vento? Vocês seriam capazes de vender um órfão
em leilão; vocês venderiam até mesmo um amigo! Olhem bem nos meus olhos e digam
se estou mentindo. Retirem o que disseram; não sejam injustos. Não me condenem;
eu estou com a razão. Vocês pensam que sou mentiroso? Será que não sei o que é
certo e o que é errado?” Jó 6: 24-30
Nos tempos de Jó, pensava-se que o sofrimento era sempre resultado do pecado.
Para os amigos de Jó, Deus sempre recompensava os
bons e castigava os maus, por isso eles julgaram-no como pecador. A questão é que Jó não havia pecado.
Portanto, neste caso, o pecado não era o motivo de tanto sofrimento. Na
verdade, Jó estava passando por uma prova... não era suficiente conhecer Deus só de ouvir falar. Os olhos de Jó precisavam ver Deus!
Mudando radicalmente de tempo e trazendo a questão do “julgamento” para
o nosso tempo, é inevitável não constatar que, ainda hoje, um dos grandes maus
da humanidade é o ato de julgar. Mais do que isso, é o “julgamento prévio” e
isso acoplado à “condenação”. E não é exagero meu não. Está cheio de pessoas
executando estas ações por aí como se fossem exercícios diários, “Para Casa”,
sabe. Ah, e ainda esperam ansiosos pelo visto, parabéns e estrelinhas de ouro
da professora!
Por quantas e quantas vezes pessoas não foram e não são julgadas e condenadas por coisas que não cometeram?
Não me refiro apenas a delitos e assassinatos. Não mesmo. A a simples acusação
de ter dito uma informação que ela não disse já é motivo de sobre pra magoar a
pessoa. Causar feridas, desilusões e desânimo. Desânimo das pessoas à sua
volta; do trabalho que realiza, dentre tantos outros.
Cada palavra falsa. Cada acusação equivocada, fere muitas pessoas. E
tudo isso porque os “outros” agem de maneira apressada e descompromissada
para com o outro. Agem sem nem antes averiguar os fatos. Sem sondar a verdade.
Sem ouvir as partes envolvidas.
Jó não havia pecado, portanto, ser “investigado” quanto à sua
honestidade já era uma afronta. Uma razão para se entristecer. Com o tempo, Jó
se cansou de ser julgado. Se cansou de não entender o motivo de tanto
sofrimento. Em Jó 10:1, ele desabafa com o Senhor: “Estou cansado de viver. Vou
me desabafar e falar da amargura que tenho no coração. Ó Deus, não me condenes!
Dize-me de que me acusas!”.
Há milhares de pessoas por aí, nas escolas, nas empresas, nas residências,
nas universidades intensamente cansadas de serem julgadas e de não
compreenderem as situações frustrantes por elas vividas e, de não serem
compreendidas.
O que sabemos é que em Jó 8: 21 o Senhor prometeu restaurar a alegria:
“Esteja certo de que Deus não abandona as pessoas honestas, nem dá a mão para
ajudar os maus. Ele fará você rir de novo e dar gritos de alegria.” Jó 8: 20-21
Com isso tudo, só tenho um conselho simples, simples a dar: Busque de
Deus a sabedoria para abençoar vidas e para compreender as situações que surgem
na sua vida e, não busque o cargo de Juiz para ter o poder de condenar, pois
esta tarefa não é nada fácil e nem mesmo
agradável. Deixa essa pra Ele ;)
A Paz de Cristo;
Lorena Lopes
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