A princípio eu poderia dizer que
é a “falta de diálogo”, já que um relacionamento saudável é baseado em diálogo
(é um dos pilares). Porém, pelas próprias falas dos casais, eu hipotetizo que
sejam os vícios e, especificamente, o vício em bebidas alcoólicas. Mas por quê?
Porque o diálogo faz parte do casamento, assim como a administração do
dinheiro, por exemplo. Todos que pensam em casamento compactuam com estes
preceitos como sendo intrínsecos a uma vida a dois. Já o vício não. O vício é
tido como uma necessidade e escolha individual. Não diz respeito ao casal nem
aos filhos. O próprio discurso das pessoas denuncia isso. É comum ouvirmos os
homens dizerem assim “eu trabalho a
semana toda e chega o sábado e o domingo eu só quero descansar. Tenho o direito
de tomar uma cervejinha... eu não quero esquentar a cabeça com absolutamente
nada. Vou ficar de boa.” Esse discurso é muito comum. Quem nunca ouviu isso?
Percebem que não se trata da
família? Se trata de algo para além do “contrato de casamento”. É uma ação de
direito individual e não está em negociação. Por isso eu disse que este é o
causador, é a mola propulsora, que destrói os casamentos. É porque não está em negociação e tudo
que não é negociável está fora do domínio do diálogo.
Como se pode viver um contrato
coletivo – o matrimônio – e um contrato individual – sua vida particular do
final de semana, sua fidelidade aos vícios e aos seus quereres individuais?
É porque está fora do casamento
que fica em um estado de “impossibilidade” de resolução. É intocável e quem o
coloca assim são as pessoas que se filiam a este discurso. Não é o outro –
esposa ou esposo – que é impaciente ou sem habilidade com as diferenças entre
gêneros. É que os contratos são de naturezas distintas.
Pense nisso... Para você o
casamento é um contrato com a sua vida por inteiro ou apenas parcialmente?
Linda mensagem.
ResponderExcluirIsso tá mais para individualidade do que propriamente um vício...
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